Lendas


Lenda dos Alteirinhos

piratas

  Há muito tempo atrás, quando os piratas nevegavam pelos mares, um barco pirata que percorria uma rota marítima, muito perto da costa onde se localiza hoje a Zambujeira do Mar, teve problemas no barco devido a uma tempestade que o fustigava, tendo finalmente naufragado numa praia, um pouco a sul da Zambujeira do Mar, conhecida hoje em dia, por praia dos Alteirinhos.

  Coma eles transportavam um tesouro muito valioso e não tinham meios de prosseguir viagem, tiveram de esconder o tesouro numa gruta. Para saberem a localização exacta da entrada da gruta, desenharam lá uma galinha. Depois partiram a pé, procurando arranjar um novo barco, para virem resgatar o seu tesouro. Mas a tempestade continuava a aumentar e o mar a embravecer, acabando por tapar a entrada da gruta, com areia e pedras.

  Conta a lenda que, quando os piratas regressaram para levar o tesouro, não conseguiram encontrar a gruta, que tinha à entrada o desenho de uma galinha, que continua até aos dias de hoje a guardar secretamente o seu precioso tesouro.


De Daniela no Quintinho


A história da Princesa Má

Palheirao   Era uma vez uma princesa muito má para os pais, aias e criados. Quando saía do castelo era mal educada para com os populares que a saudavam, no reino ninguém gostava dela por causa  da sua maldade.

Os reis muito tristes com as atitudes da filha reuniram as fadas e os conselheiros reais afim de procurar solução para o caso da menina má. Quando estavam na reunião a fada do Bem pediu autorização para levar a princesa para o seu «Palácio Encantado», pois aí lhe daria uma boa lição e a transformaria numa pessoa de bem. Os pais deixaram-na ir!

  Chegada ao palácio no interior do Palheirão, icou muda perante tanta beleza, pois este é todo revestido de conchas de madrepérola e corais, com lagos onde brincam pequeninos peixes de lindas cores, e jardins onde esvoaçam borboletas de asas de ouro!

  Apesar de tanta admiração perante tanta beleza, a sua cabecita má, começou logo a arquitectar um plano maquiavélico para se vingar da fada madrinha, porém os seus intentos caíram por terra ao ver-se completamente só, apenas uma sombra a acompanhava, à noite ouvia o barulho das ondas do mar a desfazerem-se no Palheirão chorava de medo, por fim começou a suplicar que a tirassem de lá, pois passaria a ser boa para todos.

  Um grande temporal aliado à fúria das ondas arrasta um barquinho para as proximidades do Palheirão, o pescador que nele seguia ouvir o choro da princesa julgou ser um náufrago aflito, subiu o rochedo não viu ninguém, porém agora ouvia mais nitidamente o choro, impressionado e impotente pôs-se a chorar, uma cegonha que sobrevoava aquela zona ao ver as lágrimas no rosto do jovem, puxou com o bico a argola que abria a porta secreta sob um tufo de algas, aberta mesma introduziu o rapaz, ficando este extasiado com tudo o que viu, em especial com a beleza da jovem que tinha perante os seus olhos.
  Ajudados pela cegonha, após a princesa jurar solenemente que jamais seria má, os jovens foram para o castelo real, os reis ficaram muito felizes com a chegada da filha, fizeram uma linda festa, a que assistiram as fadas e o povo, o pescador aproveitou o ensejo e pediu a princesa em casamento, deixando o rei muito feliz e honrado com o seu pedido pois sabia que todo esse plano fora arquitectado pela fada madrinha.

  O casamento realizou-se ao fim de poucos dias, à cerimónia além de todo o reino e das fadas assistiram os reis dos países vizinhos, e para surpresa de todos vindos dum reino muito distante vieram os pais do noivo, que ao ver o filho ficaram muito felizes pois perderam as esperanças de voltar a ve-lo   porque todos os marinheiros que o acompanharam na expedição em que se perdeu, regressaram ao país sem noticias suas. Foi um dia muito lindo!

  Os principes foram muito felizes graças à lição que lhe deu a fada madrinha. A Cegonha após cumprir a missão voltou para a Zambujeira do Mar onde embora muito velhinha, guarda a porta do palácio encantado no interior do palheirão e conta a história da princesa má aos pentanetos dos seus pentanetos.

da mirrósa

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